Amamentação

Amamentar certamente é um ato de doação enorme para a mulher que se torna mãe. Imaginar que, por certo tempo, um bebê será capaz de crescer e se desenvolver somente com o leite materno é algo realmente incrível.

Sabemos que o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o bebê, até os seis meses de vida. A natureza é tão perfeita e sábia, que os nutrientes presentes no leite vão mudando conforme o crescimento do neném, ofertando exatamente tudo o que ele precisa para crescer com saúde.

Algumas mulheres não recebem suporte suficiente durante a gestação, o parto e o pós-parto. Passam por situações de estresse, de desamparo, abandono, de descuidos e até mesmo de violência física ou moral. Consequentemente, na maioria das vezes, não conseguem produzir leite suficiente para alimentar seus bebês, não por incapacidade, porque biologicamente toda mulher é capaz de amamentar seu filho, mas por falta de apoio. Acabam tendo que dar algum tipo de suplemento alimentar a fim de saciar a fome de seus pequenos.

Algumas mulheres, por escolha própria e motivos pessoais, desde os primeiros dias de vida de seus filhos optam por não amamentar, oferecendo-lhes desde cedo um leite artificial. Algumas amamentam com uma facilidade enorme, outras têm seus seios muito machucados por não terem sido bem informadas sobre a pega e as formas corretas do aleitamento.  Enquanto outras têm prazer em nutrir suas crias, há as que amamentam mais por racionalmente saberem que isso faz bem aos seus filhos.

Hoje em dia, existem redes de apoio e profissionais especializadas no aleitamento materno. Parteiras tradicionais, doulas, enfermeiras e terapeutas que trabalham com ervas, tinturas e com o acolhimento da mulher no puerpério podem auxiliar em muito a mãe e toda a família nesse momento tão delicado, intenso e transformador da vida.

Dependendo da cultura em que está inserida, a mulher vai encontrar tabus e normas mais aceitas ou bem vistas, no que diz respeito à questão do aleitamento. Não existe apenas um protocolo certo a seguir, no que diz respeito à amamentação.  O que vale mesmo, é sempre respeitar a intuição e as necessidades de cada mãe, oferecendo-lhes alimento, cuidado, apoio físico e emocional, para que uma vez bem assistidas, possam cuidar dos anjos que recém chegaram à Terra.